Fratura complexa do osso frontal envolvendo ducto nasofrontal
relato de caso.
Palavras-chave:
seio frontal, osteossíntese, ducto nasofrontalResumo
Introdução: As fraturas do osso frontal representam até 15% das fraturas faciais, geralmente resultados de impactos de alta energia, podendo acometer as tábuas anterior e posterior, além do ducto naso frontal. Para o manejo dessas fraturas, é fundamental determinar a patência do ducto naso frontal, pois seu envolvimento está associado a complicações como infecções e mucoceles. Em casos de fratura da tábua posterior cominutiva, a cranialização seguida de obliteração do ducto é o tratamento mais indicado, envolvendo a práxis do neurocirurgião. Objetivo: Relatar um caso clínico de fratura complexa de osso frontal tratada com cranialização e obliteração do ducto nasofrontal, utilizando a combinação de enxerto ósseo autógeno e retalho de pericrânio. Metodologia: Paciente masculino, 53 anos, vítima de acidente automobilístico, apresentou edema frontal, hematoma orbital bilateral e diplopia. A tomografia computadorizada evidenciou fratura complexa do osso frontal com envolvimento das tábuas anterior e posterior, ducto naso frontal e teto orbital esquerdo. Sob anestesia geral, foi realizado acesso coronal, subciliar e vestibular, cranialização do seio frontal, reconstrução do teto orbital com enxerto ósseo da tábua posterior, obliteração do ducto com enxerto ósseo em “chips” e cobertura com retalho de pericrânio vascularizado, seguida de fixação das fraturas com placas de titânio. Resultados: O paciente foi acompanhado por dois anos, apresentando boa evolução clínica, ausência de infecção ou mucocele e consolidação óssea. Conclusão: A combinação de enxerto ósseo autógeno e retalho de pericrânio mostrou-se eficaz na obliteração do ducto nasofrontal, oferecendo suporte osteogênico e vascular, prevenindo complicações tardias e assegurando resultado funcional e estético satisfatório.
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