Prótese total removível e seus desafios de adaptação na linguagem

Autores

  • Antonella Soares de Melo Martins UNIVALE
  • Carlos Henrique Bravim Garcia UNIVALE
  • Gabriela Gaboardi UNIVALE
  • Gabriel Cardoso Pardinho UNIVALE
  • Guilherme Valente Barbosa UNIVALE
  • Izabela Souto Jacob Porcaro UNIVALE
  • Jerusa da Cunha Silva UNIVALE
  • Marina Merlo Habib UNIVALE
  • Síntia Paiva Botelho UNIVALE
  • Elaine Barros Capobiango UNIVALE

Palavras-chave:

prótese total removível, adaptação fonética, inteligibilidade da fala, adaptação protética, ceceio

Resumo

Introdução: A prótese total removível ainda é amplamente utilizada na  reabilitação de edêntulos, devolvendo estética, mastigação e qualidade de vida.  Entretanto, sua adaptação não se restringe à função: o dispositivo altera o  espaço intra oral, a posição da língua e interfere na produção de fonemas.  Alterações como ceceio, projeção lingual e redução da inteligibilidade são  comuns no período inicial de uso (Rosa; Berretin-Felix, 2015; Ferlin et al., 2009). Assim, compreender tais fatores é essencial para uma reabilitação  eficaz. Objetivo: Analisar os desafios fonéticos associados ao uso da prótese  total removível, discutindo como alterações intra orais influenciam a fala e  apresentam estratégias clínicas e educativas que favoreçam a adaptação e a  qualidade de vida. Metodologia: Pesquisa bibliográfica descritiva baseada em  artigos entre 2010-2024, obtidos em SciELO, PubMed, Google Acadêmico e  BVS. Incluíram-se estudos sobre fonética, fala e estratégias de adaptação em  prótese total. Foram analisadas revisões integrativas (Rosa; Berretin-Felix,  2015), estudos clínicos (Ferlin et al., 2009) e revisões recentes sobre fonética  como critério de sucesso protético (Chiddarwar et al., 2024). Discussão: A  modificação do espaço intra oral e da disposição dentária altera a articulação de  fonemas fricativos e linguodentais, gerando ceceio e projeção lingual (Palmer,  1974). A inteligibilidade reduzida tende a melhorar com a adaptação  neuromuscular, embora pacientes idosos apresentam maiores dificuldades  (Ferlin et al., 2009). O design protético, respeitando a zona neutra e o contorno  palatino, favorece a fala natural, enquanto falhas técnicas aumentam a  dificuldade (Chiddarwar et al., 2024). A fonoaudiologia auxilia no treino  muscular e na conscientização articulatória, acelerando a adaptação  (Berretin-Felix, 2016). Conclusão: A adaptação fonética à prótese total é  um desafio multifatorial, envolvendo aspectos anatômicos, funcionais e técnicos.  Apesar de frequentes dificuldades iniciais, como ceceio e queda de  inteligibilidade, estudos mostram melhora progressiva quando há planejamento  adequado, ajustes palatinos e acompanhamento interdisciplinar. Estratégias  clínicas e fonoaudiológicas são determinantes para otimizar a comunicação e a  qualidade de vida dos usuários. 

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Biografia do Autor

  • Antonella Soares de Melo Martins, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Carlos Henrique Bravim Garcia, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Gabriela Gaboardi, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Gabriel Cardoso Pardinho, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Guilherme Valente Barbosa, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Izabela Souto Jacob Porcaro, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Jerusa da Cunha Silva, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Marina Merlo Habib, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Síntia Paiva Botelho, UNIVALE

    Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE.

  • Elaine Barros Capobiango, UNIVALE

    Professora Orientadora.

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Publicado

2026-03-24