Revista Científica FACS https://periodicos.univale.br/index.php/revcientfacs <p>A Revista Científica FACS é a idealização de publicações científicas estabelecendo uma ponte entre Ciência, Saúde e Sociedade. A interdisciplinaridade desejada, necessária e incentivada para escrever e discutir os campos de conhecimento nos cursos da área de saúde da UNIVALE tem seu espaço neste periódico. </p> <p><strong>Periodicidade</strong></p> <p>A revista científica FACS opera com fluxo contínuo para submissão e publicação de artigos.</p> <p>e-ISSN: 2594-4282<br />ISSN: 1676-3734</p> UNIVALE pt-BR Revista Científica FACS 1676-3734 <p>Esta revista oferece acesso livre e imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.</p> Desafios e avanços no controle das infecções relacionadas à assistência à saúde https://periodicos.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/805 <p>As infecções relacionadas à assistência à saúde são um problema crescente no Brasil, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva, onde a resistência microbiana e o uso de dispositivos invasivos dificultam o tratamento. O diagnóstico tardio dessas infecções pode levar a complicações graves, prolongando a internação e elevando os custos hospitalares. A PCR Multiplex surge como uma alternativa promissora, oferecendo diagnósticos rápidos e precisos. Este estudo tem como objetivo avaliar a PCR Multiplex como uma alternativa eficiente aos métodos convencionais de diagnóstico, com foco na agilidade e na melhora do manejo clínico. Para tal, foi realizada uma revisão narrativa baseada em 31 documentos obtidos nas bases Scientific Electronic Library Online (SciElo), PubMed Central (PMC), Science Direct, Google Acadêmico e Portal do Governo Federal Brasileiro. Os métodos tradicionais de diagnóstico de infecções relacionadas à assistência à saúde, como culturas microbiológicas, são lentos, com resultados entre 24 e 72 horas, atrasando o início do tratamento adequado. A sensibilidade destes métodos varia de 80% a 95%, dependendo da coleta e processamento. A PCR Multiplex oferece alta sensibilidade e especificidade, permitindo a detecção simultânea de múltiplos patógenos em menor tempo. Estudos indicam uma taxa de detecção superior a 86%, com sensibilidade acima de 90%. A PCR Multiplex é uma ferramenta promissora, superando as limitações dos métodos convencionais, otimizando o uso de antimicrobianos e melhorando desfechos clínicos. No entanto, desafios como altos custos e necessidade de capacitação técnica devem ser superados para sua implementação em larga escala, o que traria benefícios ao sistema de saúde brasileiro.</p> Valéria Cristina Pinheiro GONÇALVES Natauane de Amorim SOUZA Renata Rodrigues da Silva Ramos XAVIER Layla Patrícia SILVA Lorran Miranda Andrade de Freitas FREITAS Copyright (c) 2026 Valéria Cristina Pinheiro GONÇALVES, Natauane de Amorim SOUZA, Renata Rodrigues da Silva Ramos XAVIER , Layla Patrícia SILVA, Lorran Miranda Andrade de Freitas FREITAS https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-23 2026-04-23 26 01 11 10.70159/rcfacs.v26.805 Uso off label da semaglutida (Ozempic®) por indivíduos não diabéticos para perda de peso https://periodicos.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/925 <p>Os análogos do Glucagon-1 (GLP-1), especialmente a semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>), são indicados para o tratamento do diabetes <em>mellitus</em> tipo 2, promovendo redução da glicemia, saciedade e perda de peso. O uso <em>off label</em> da semaglutida na obesidade tem aumentado, elevando o risco de eventos adversos. O estudo avaliou os efeitos do uso <em>off label</em> de semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) no controle da obesidade em pacientes adultos não diabéticos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos publicados entre 2015 e 2025, indexados nas bases Elsevier<sup>, </sup>LILACS<sup>®</sup>, PubMed<sup>®</sup>, SciELO<sup>®</sup> e Google Acadêmico<sup>®</sup>. O uso <em>off label</em> de semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) tem apresentado crescimento significativo no Brasil e no mundo, com aumento de aproximadamente 442% entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. Este fenômeno é mais frequente entre jovens, sendo impulsionado por redes sociais e motivações estéticas. Entre os efeitos adversos mais comuns destacam-se distúrbios gastrointestinais, como náusea, vômito, diarreia e constipação, além de ocasionalmente, distúrbios biliares, hipoglicemia e pancreatite aguda. O uso sem supervisão médica pode resultar em erros de dosagens e aumentar significativamente o risco de eventos adversos. Apesar da eficácia satisfatória da semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) como fármaco antidiabético e na redução do peso corporal, seu uso abusivo, especialmente em indivíduos não diabéticos, representa um importante problema de segurança. Recomenda-se que profissionais de saúde, incluindo farmacêuticos, busquem capacitação adequada promovendo o uso seguro e racional do medicamento.</p> Chirlaine Cristina OLIVEIRA Luis Henrique Gomes BRAGA Paula Abreu JORDÃO Carlos Alberto SILVA Copyright (c) 2026 Chirlaine Cristina OLIVEIRA, Luis Henrique Gomes BRAGA, Paula Abreu JORDÃO, Carlos Alberto SILVA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-03-31 2026-03-31 26 01 14 10.70159/rcfacs.v26.925 Uso abusivo de ivermectina na pandemia da covid-19, em Governador Valadares – MG – Brasil https://periodicos.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/928 <p>A pandemia da COVID-19 levou à busca por tratamentos sem comprovação, como a ivermectina, sem eficácia. Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo em que se analisou o consumo de ivermectina e suas consequências para a saúde pública, com base em dados de comercialização de uma rede de drogarias de Governador Valadares – MG. Percebeu-se que, durante a pandemia, a venda de ivermectina na cidade teve um crescimento significativo de cerca de 1.079% em relação ao período pré-pandêmico, impulsionada pela disseminação da desinformação e práticas de automedicação, colocando-se em risco a população. Conclui-se que o uso inadequado da ivermectina na pandemia evidenciou dificuldades na comunicação científica e como as pessoas podem ser influenciadas por informações sem base científica. Isso destaca a importância de se ter boas políticas de educação em saúde e de controle do uso de medicamentos.</p> Edson Gabriel Perpétuo AMBRÓSIO Iago Antonelli Vieira GOMES João Vittor Batista MAGALHÃES Carlos Alberto SILVA Copyright (c) 2026 Carlos Alberto Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-02-25 2026-02-25 26 01 15 10.70159/rcfacs.v26.928